As lágrimas que dos meus olhos caem
São o teu pranto em mim realizado.
As tuas penas em mim se vivificam
E o teu sofrer em mim encontra forma.
O teu silêncio é a minha voz mais funda,
O teu querer, a minha esperança intensa,
De sorte que não existe morte
Tua que a mim me não pertença.
E a solidão que de alma a alma aumenta
O anseio do encontro antigo,
É a inarmonia que vive
Da diferença que a desunião gera.
Reúne-te comigo no meu chamamento,
Reúne-te comigo ao que nos demora,
E levemos connosco o fim desta espera!
Ana Hatherly, Poesia (1958/1978)
Quarta-feira, Maio 13, 2009
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5 comentário(s):
aorei esta escolha...........buaaaaaaa
jocas maradas com brilhozinho nos olhos
Belo e sereno, o seu blog... :)
Venho lembrar:
A data aproxima-se... 6 e 7 de junho em Lisboa
I CONGRESSO INTERNACIONAL DE SINCRONIZAÇÃO COM O PLANETA TERRA
http://www.congressoterra2009.mtp.pt/
http://www.portugraal.org/lresina/html/home.html
Obrigada
em nome do Planeta!
O fim transporta sempre algo para o recomeço. E tudo volta a ser perfeito. *
este poema é perfeito. uma pérola.
grande abraço
jorge vicente
Muito belo este blogue e esta mensagem.
Um beijinho
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