E quando a noite chega ao fim,
na hora funesta das putas e dos bêbados,
dos marginais, dos vagabundos;
quando chega a hora azeda da ressaca,
a boca amarga, o peito oprime,
o mundo todo é uma merda;
quando chega essa hora funesta,
fantasmas povoam as ruas,
o primeiro autocarro não vem,
barcos sonâmbulos perdem o cais,
a noite já não é noite
e a manhã indecisa não desponta
- ainda te amo mais, e mais, e mais,
desesperadamente, sem peso nem conta.
José Carlos de Vasconcelos, Repórter do coração
Quinta-feira, Abril 23, 2009
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