Domingo, Março 22, 2009

Não digas nada – a tua boca já me pertenceu
e agora tenho ciúmes das palavras. O que
disseres será um beijo pousado nos lábios de
outra mulher, dor e mais dor, traição maior
para quem acreditou que o teu amor era para
a morte. Não fales – tenho também ciúmes

da tua voz; ouvir-te é ficar só uma vez mais.

Maria do Rosário Pedreira, in Relâmpago, nº 22

2 comentário(s):

jorge vicente disse...

e ler este poema é deixar o meu sentir nas palavras

com a música por detrás.

maravilhoso.

um abraço
jorge vicente

O'Sanji disse...

Jorge
Obrigada por vires até aqui.
Beijo