Sabes?, um outro tempo e outro lugar clamam
a água, o verde, a sofreguidão do sémen,
a insidiosa curva dos meus braços.
Lanço as sementes à terra úbere,
mergulho as minhas raízes na seiva do vento
e ergo-me sobre o mesmo manto azul que, de ti
a memória me traz.
Como te amo assim, indefinidamente plasmada
no silêncio!
Bernardete Costa, aqui
Sábado, Fevereiro 21, 2009
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