A mulher que escutas na janela do tempo
lavra a dor com um vibrante sorriso interior
cantando a melodia do não dito
com a língua dos silêncios encontrada
a chama desse corpo aceitou o infinito azul
e renasceu com a magia de um templo antigo
quebrando os muros com a subtil harmonia dos anjos
e se nos seus dedos vislumbras o azul e em seus olhos uma ferida viva
dir-te-ei que o sorriso transmutou a dor ao encontrar-te
na unidade originária dos poemas
na bondade nua que nutres com as mãos
e a janela solitária entreaberta revelando o ar
é agora uma porta aberta para o mar
descobrindo a magia do tempo horizontal
Gisela Ramos Rosa, Vasos comunicantes
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
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2 comentário(s):
Obrigada O´Sanji! Descobri este seu espaço agora! Vou voltar com mais calma. Um beijo
Gisela
Este é o espaço escuro onde deixo os poemas na sua forma integral, "arrumadinhos" por autor. :)
Foi um prazer poder contar consigo aqui.
Beijo
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